sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Nem sequer as bandeirinhas faltaram

29/08/2008 - Belo Horizonte e La Plata assinam documento para se tornarem cidades-irmãs

O prefeito Fernando Pimentel e o prefeito da cidade argentina de La Plata, Pablo Bruera, assinaram um protocolo de intenções que tem como objetivo transformar Belo Horizonte e a capital da província de Buenos Aires em cidades-irmãs. A intenção, com a assinatura do documento , é promover a integração entre as duas cidades, por meio de intercâmbios culturais , turísticos, acadêmicos e de políticas públicas. O secretário municipal de Relações Internacionais, Rodrigo Perpétuo, lembrou que a construção da capital mineira foi precedida por um planejamento urbano específico e o projeto inicial foi inspirado , entre outros, no projeto de La Plata - uma das primeiras cidades planejadas do mundo. Ele ressaltou também que, em 2007, durante o II Encontro de Cooperação Descentralizada , realizado em Buenos Aires, foi assinada uma carta de intenções entre Belo Horizonte e La Plata. O documento previa a formalização das relações entre as capitais, visando reforçar os laços existentes. O prefeito de La Plata considerou o irmanamento muito importante para ambas as cidades e assinalou que a idéia é promover uma parceria cultural e comercial. "Temos uma origem em comum com Belo Horizonte e, por isso , considero muito oportuno que tanto a população de La Plata quanto a da capital mineira possam promover intercâmbios culturais e turísticos", disse. Pablo Bruera salientou que, após conhecer o programa Vila Viva, no Aglomerado da Serra , e se inteirar do funcionamento do Orçamento Participativo (OP) e de outras ações da gestão belo-horizontina, pretende estudá-las a fim de que estas experiências também possam ser inseridas nas políticas públicas da cidade argentina.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte
Colaboração:
Olavo Duarte

Hagamos un trato

[Mi]Protocolo:
Les brindamos pão de queijo Forno de Minas, en cambio de que nos provean el mate. Y también el cebador profesional.

# De por vida, eh?

Cantigas

Se essa rua, se essa rua fosse minha...

Les chansons qu'on aime...

Porque hoje é sexta feira.
Without Jah, Nothing, P.O.D

Internacionais




Eso de ser hermanos yo lo veo de la siguiente manera:
vino el nuevo Alak (o Bruera, cómo quieran) y se dio cuenta de que... allá tienen la mejor yerba - punto. Eso no se discute -, pero acá los mates le salen más lindos.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Assunto do (meu) dia

28/08/2008 - Prefeitura assina protocolo de intenções para irmanamento com cidade argentina

Nesta sexta -feira, dia 29, o prefeito Fernando Pimentel e o prefeito da cidade argentina de La Plata, Pablo Bruera, assinam, no Gabinete (avenida Afonso Pena 1.212, 2º andar), protocolo de intenções para o irmanamento entre as duas cidades. O prefeito, acompanhado de comitiva formada pelo secretário de Governo, Mário Rodriguez, e pelo consultor em opinião pública Jorge Acevey, iniciou, nesta quinta-feira, uma visita a Belo Horizonte para conhecer as políticas públicas desenvolvidas pela Prefeitura na capital mineira e estreitar o relacionamento entre as duas cidades.

A assinatura do protocolo de intenções para que Belo Horizonte e La Plata se tornem cidades-irmãs consolida o processo de cooperação e intercâmbio buscado pelos dois governos e a visita da comitiva argentina, de acordo com o secretário municipal de Relações Internacionais , Rodrigo Perpétuo, é um marco importante na construção dessa parceria.

Depois de apresentado às políticas públicas desenvolvidas em Belo Horizonte durante reunião com integrantes da equipe de governo, o grupo argentino visitou as obras do programa Vila Viva no Aglomerado da Serra, na região Centro-Sul. O prefeito de La Plata afirmou que pretende utilizar as experiências da capital mineira na sua cidade. Nesta sexta -feira, a comitiva irá conhecer o Centro Metropolitano de Especialidades Médicas, no bairro Santa Efigênia.

Políticas Públicas

O Orçamento Participativo (OP), com destaque para o OP Digital, foi um dos programas apresentados à comitiva argentina. A secretária municipal adjunta de Planejamento, Ana Luiza Nabuco, explicou como funciona o OP e ressaltou que Belo Horizonte é uma das cidades brasileiras onde a experiência de orçamento participativo é mais duradoura. "São 15 anos de Orçamento Participativo e, ao longo desde anos, foram inseridas novas propostas". Ana Luiza salientou que, hoje, a cidade conta com três modalidades de OP: Regional, Habitação e Digital. "Em vez de substituir um processo por outro, a Prefeitura agrega novas ações e modelos que permitam ampliar a participação da sociedade como um todo , o que fortalece o OP", afirmou.

O coronel Genedempsey Bicalho apresentou a experiência da Guarda Municipal, implantada na cidade desde 2003. O presidente da Prodabel, Pedro Ernesto Diniz, e o assessor Carlos César Morais demonstraram o programa BH Digital, que tem por objetivo promover a inclusão digital e disponibilizar o acesso gratuito à internet para a comunidade. As ações do Vila Viva, de urbanização de vilas e favelas, foram detalhadas pela coordenadora executiva da iniciativa no Aglomerado da Serra, Patrícia de Castro. Além de qualificar o ambiente, as intervenções promovem um trabalho educacional junto aos moradores.

Na área da saúde, conforme destacou a secretária municipal adjunta da pasta, Maria do Carmo, a missão é cumprir os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), aprimorando o atendimento à população . Ela assinalou que, atualmente, a Rede Municipal conta com 146 centros de saúde, sete Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e mais de 40 hospitais conveniados. Encerrando as apresentações, a secretária municipal interina de Políticas Sociais, Elizabeth Leitão, fez um relato das ações sociais realizadas pela Prefeitura, destacando o programa BH Cidadania e os Restaurantes Populares.

La Plata

Capital da província de Buenos Aires, La Plata é considerada a cidade com maior número de museus, locais e monumentos históricos da província de Buenos Aires, além de ser a mais populosa - 599 mil habitantes, sendo a densidade populacional de 585 habitantes por quilômetro quadrado - e desenvolvida da Argentina. Com área de aproximadamente 940 quilômetros quadrados, La Plata fica a 57 quilômetros da cidade de Buenos Aires . A moeda oficial é o peso argentino, a língua oficial o espanhol e o regime político é o presidencialismo.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte
Colaboração: Olavo Duarte

Uuhh...


Aquele soneto

Um blogger de muito bom gosto postou esse tesouro poético em sua página; por casualidade o encontrei [como um sorriso da boa fortuna] e decidi roubar esses versos pra mim, para que constassem aqui também.

Condena
(Antonio Gala)

A trabajos forzados me condena
mi corazón, del que te di la llave.
No quiero yo tormento que se acabe,
y de acero reclamo mi cadena.

Ni concibe mi mente mayor pena
que libertad sin beso que la trabe,
ni castigo concibe menos grave
que una celda de amor contigo llena.

No creo en más infierno que tu ausencia.
Paraíso sin ti, yo lo rechazo.
Que ningún juez declare mi inocencia,

porque, en este proceso a largo plazo
buscaré solamente la sentencia
a cadena perpetua de tu abrazo.


Esto no más

Adaptação




Puedo escribir los versos más tristes esta mañana...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Estrangeirismos

La Môme em inglês... simplesmente "não desce". Especialmente la vie en rose, que quando cantada em idioma yankee perde muito do seu rose. Não há problemas com a tradução; é apenas uma questão de feeling, que só acontece com o original. Voilà:

La vie en rose
(Edith Piaf)

Des yeux qui font baisser les miens
Un rire qui se perd sur sa bouche
Voilà le portrait sans retouches
De l'homme auquel j'appartiens

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas
Je vois la vie en rose
Il me dit des mots d'amour
Des mots de tous les jours
Et ça m'fait quelque chose

Il est entré dans mon coeur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause
C'est lui pour moi, moi pour lui, dans la vie
Il me l'a dit, l'a juré, pour la vie

Et dès que je l'aperçois
Alors je sens dans moi,
Mon coeur qui bat

Des nuits d'amour à plus finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Les ennuis, les chagrins s'effacent
Heureux, heureux à en mourir

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas
Je vois la vie en rose
Il me dit des mots d'amour
Des mots de tous les jours
Et ça m'fait quelque chose

Il est entré dans mon coeur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause
C'est toi pour moi, moi pour toi, dans la vie
Tu me l'as dit, l'as juré, pour la vie

Et dès que je t'aperçois
Alors je sens dans moi
Mon coeur qui bat.

Les chansons qu'on aime...

Gosto dessa música, gosto desse vídeo.
Beautiful One, Jeremy Camp

domingo, 24 de agosto de 2008

Fatos

- Devolva.
- Tá.



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[Será que daria pra me devolver de volta?]

sábado, 23 de agosto de 2008

Da matéria dos sonhos

Uma noite grata. Sonhei com Martin Luther King [posta]. Amanheci muito feliz. Ainda estou muito feliz. Foi um sonho tão real e tão concreto, que ao acordar o único que queria era encontrar o tal botão pause/start que existe nos sonhos...

Publicidade

Mozilla Firefox: os mais lindos e os mais inteligentes usam.
Agradecemos o seu voto.

Práxis

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LUNátiK

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I stare and wonder at what I found
I just discovered why the world is round


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Sexta... Hardcore

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Soneto de contrição
(V. de Moraes)

Eu te amo, Maria, eu te amo tanto
Que o meu peito me dói como em doença
E quanto mais me seja a dor intensa
Mais cresce na minha alma teu encanto.

Como a criança que vagueia o canto
Ante o mistério da amplidão suspensa
Meu coração é um vago de acalanto
Berçando versos de saudade imensa.

Não é maior o coração que a alma
Nem melhor a presença que a saudade
Só te amar é divino, e sentir calma...

E é uma calma tão feita de humildade
Que tão mais te soubesse pertencida
Menos seria eterno em tua vida.

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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Edital

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Inscrições abertas para o processo seletivo do novo layout do 0% Gordura Trans.

Evento de ampla divulgação nacional, enviem suas sugestões. Elas passarão pelo crivo de uma exigente banca examinadora e ao final do processo daremos a conhecer a opção eleita, juntamente com os critérios utilizados durante a seleção.

Para maiores informações, aumente o zoom da sua tela.

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Você-lírico

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Relembrando velhos livros que já havia lido, me deparei com Zorrilla e seu maravilhoso Don Juan Tenorio.
A seguir, um das passagens mais belas ali registradas, a carta de Don Juan à hermosísima Doña Inés:


«Doña Inés del alma mía.
Luz de donde el sol la toma,
hermosísima paloma
privada de libertad,
si os dignáis por estas letras
pasar vuestros lindos ojos,
no los tornéis con enojos
sin concluir, acabad.

Nuestros padres de consuno
nuestras bodas acordaron,
porque los cielos juntaron
los destinos de los dos.
Y halagado desde entonces
con tan risueña esperanza,
mi alma, doña Inés, no alcanza
otro porvenir que vos.

De amor con ella en mi pecho
brotó una chispa ligera,
que han convertido en hoguera
tiempo y afición tenaz.
Y esta llama, que en mí mismo
se alimenta, inextinguible,
cada día más terrible
va creciendo y más voraz.

En vano a apagarla
concurren tiempo y ausencia,
que doblando su violencia,
no hoguera ya, volcán es;
y yo, que en medio del cráter
desamparado batallo,
suspendido en él me hallo
entre mi tumba y mi Inés.

Inés, alma de mi alma,
perpetuo imán de mi vida,
perla sin concha escondida
entre las algas del mar;
garza que nunca del nido
tender osaste el vuelo
al diáfano azul del cielo
para aprender a cruzar,
si es que a través de esos muros
el mundo apenada miras,
y por el mundo suspiras,
de libertad con afán,
acuérdate que al pie mismo
de esos muros que te guardan,
para salvarte te aguardan
los brazos de tu don Juan.

Acuérdate de quien llora
al pie de tu celosía,
y allí le sorprende el día
y le halla la noche allí;
acuérdate de quien vive
sólo por ti, ¡vida mía!,
y que a tus pies volaría
si le llamaras a ti.

Adiós, oh luz de mis ojos;
adiós, Inés de mi alma;
medita, por Dios, en calma
las palabras que aquí van;
y si odias esa clausura
que ser tu sepulcro debe,
manda, que a todo se atreve
por tu hermosura don Juan.»
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Espetacular

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Verdadeira obra prima da natureza!!
O bichinho mais gostoso que existe, mais lindo e mais fofo do que todo o Hepteto Fantástico junto!
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Gavagai

..
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Divas

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You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you.
You'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much,
At long last love has arrived,
And I thank God I'm alive.
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you...
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Começando a semana [bis]

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"Dos gardenias para vos..."

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Partecita, ita

..





E um dia eu poder te contar
que aquele olhar...







* Se te extraña.

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¿Do I know you?




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Absolutivamente:


Te amaré, te amaré como al mundo
te amaré aunque tenga final
te amaré, te amaré en lo profundo
te amaré como tengo que amar.

Te amaré, te amaré como pueda
te amaré aunque no sea la paz
te amaré, te amaré en lo que pueda
te amaré cuando acabe de amar.

Te amaré, te amaré si estoy muerto
te amaré al día siguiente además
te amaré, te amaré como siento
te amaré con adiós con jamás.

Te amaré, te amaré junto al viento
te amaré como único ser
te amaré hasta el fin de los tiempos
te amaré y después... te amaré.

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(RODRÍGUEZ, Silvio)



# Esse post é uma prova de que também os lingüistas solteiros e solitários entendem algo sobre romantismo... [e a não pragmaticidade disso é apenas um detalle]
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Triunfo

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Pela primeira vez desde de sua estréia em 1991, o Prêmio IgNobel finalmente contemplou, muito honrosamente, a nossa querida, amada, salve-salve Lingüística! Devo admitir que para nós, estudantes e profissionais da área, o acontecimento foi motivo de imenso orgulho. Tal premiação tem o respaldo do próprio MIT, não é lindo isso? Sim, estamos radiantes, e com a conviccção de que 2007 foi o primeiro de muitos anos mais de contribuições e conquistas em prol da ciência .

Conheça o trio de gênios e sua magnífica obra de arte:

LINGUISTICS: Juan Manuel Toro, Josep B. Trobalon and Núria Sebastián-Gallés, of Universitat de Barcelona, for showing that rats sometimes cannot tell the difference between a person speaking Japanese backwards and a person speaking Dutch backwards.
REFERENCE:
"Effects of Backward Speech and Speaker Variability in Language Discrimination by Rats," Juan M. Toro, Josep B. Trobalon and Núria Sebastián-Gallés, Journal of Experimental Psychology: Animal Behavior Processes, vol. 31, no. 1, January 2005, pp 95-100.
WHO ATTENDED THE CEREMONY: The winners could not travel to the ceremony, so they instead delivered their acceptance speech via recorded video.
[A grande descoberta foi que ratos não podem distinguir entre gravações em japonês e holandês quando são tocadas de trás para frente.]

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É por isso que sempre digo: [ ew'ãmυ fõ'nεʧικə hαʤικaw'mĕјʧι ]
*\o/* *\o/* *\o/*
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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Metalinguagem

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Isto não se trata de um "post-introdução"; talvez seja mais um "post-esclarecimento".

Ai vai: como já é do conhecimento de muitos, sou totalmente desprovida de Eu-lírico. Triste? Sim, mas... c'est la vie.
Justamente por isso é que, na maioria das vezes, me aproprio de Eus-líricos (??) alheios em minhas postagens, tudo sem o menor constrangimento, sem a menor vergonha na cara, e na verdade, estou pouco me lixando pra isso. Aqui muitas das palavras são "cópias", porém o sentimento
que as subjace é 100% original.
Se a informação bombástica que acaba de receber não lhe causa espanto, ou uma repulsa incontrolável, entre, acomode-se e seja bem-vindo (outra vez) ao 0%.


212 *

Não me é possível confirmar a veracidade da informação acima, uma vez que está baseada nas últimas ocorrências em meu registro olfativo e o objeto em discussão é absolutamente passível de mudanças. Sendo assim, conto com a sua compreensão, e desde já peço desculpas por eventuais equívocos.


Soneto a Katherine Mansfield
(Vinicius de Moraes)

O teu perfume, amada — em tuas cartas
Renasce, azul... — são tuas mãos sentidas!
Relembro-as brancas, leves, fenecidas
Pendendo ao longo de corolas fartas.

Relembro-as, vou... nas terras percorridas
Torno a aspirá-lo, aqui e ali desperto
Paro; e tão perto sinto-te, tão perto
Como se numa foram duas vidas.

Pranto, tão pouca dor! tanto quisera
Tanto rever-te, tanto!... e a primavera
Vem já tão próxima! ... (Nunca te apartas

Primavera, dos sonhos e das preces!)
E no perfume preso em tuas cartas
À primavera surges e esvaneces.

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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Repetições que só fazem bem


Eu sabia que um dia me serviriam de algo todos aqueles livros e aulas de Literatura Argentina que tive allá em Bs. As. By the way, muitas saudades de La Plata.


Imitación del inglés
(Esteban Echeverría)


Y con eterno eclipse
cubrió sus bellos ojos.
Lope de Vega


Salid, salid del pecho
sollozos y gemidos.
Del fatídico bronce
los lúgubres sonidos,
acompañen tan solo
el llanto y los suspiros.
Marchitose temprano
el rozagante lirio,
la cándida azucena,
del Argentino río.
De sus hermosos ojos
el espléndido brillo,
la noche del sepulcro
por siempre ha oscurecido.
De su belleza rara,
de su candor divino,
de tantas perfecciones
no quedan ni aún vestigios.
¡Oh muerte inexorable!
¿Cómo, cómo has podido
destruir en un instante
este tierno arbolillo?
Él era de sus padres
la delicia y cariño,
la vida y la esperanza
de un corazón cautivo;
y cuando prometía
tantos frutos opimos,
te gozas inhumana
de un golpe en abatirlo.
Lloremos, pues, lloremos
el mísero destino,
de la flor malograda
del Argentino río.
Salid, salid del pecho
sollozos, y gemidos.
Y tú ángel que habitas
el estrellado Empíreo,
si nuestras ansias oyes,
contémplanos benigno
y ayúdanos un tanto,
con tu influjo divino,
a soportar tu pérdida
y el dolor que sufrimos.
Salid, salid del pecho
sollozos y gemidos.

* Eu deveria me sentir incomodada pelo fato de postar Echeverría 3 vezes consecutivas, mas... o blog é meu e, sinceramente, esse detalhe não me incomoda nem um pouco.
.

Hoy recuerdo mariposas

.
.Posta.
.
. .

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Deu vontade de voltar


Los recuerdos
Romance a Delmira
(Esteban Echeverría)

Te me apareciste, como un ángel benigno enviado para llevarme desde los inocentes días de mi infancia, hasta la sublime cumbre de la existencia. Mis ojos, al abrirse, encontraron tu corazón, y mi primer sentimiento fue un inefable regocijo.
Schiller


De los primeros amores
¡Oh cuán dulce es el recuerdo!
¡Como su risueña imagen
vierte en el alma consuelo!
Mi corazón desdichado
flota en un mar de tormentos
Delmira; mas tu memoria
templa sus males acerbos.
Cuando la negra tristeza
tiende sobre mí su velo,
y de fantasmas sombrías
circunda mi pensamiento:
cuando el recuerdo terrible
de mil aciagos sucesos,
viene cual nube cargada
de tormenta, horror y truenos,
a atribularme en mis ansias
y hacer mi dolor más fiero;
tu imagen se me aparece,
como en páramo desierto
al caminante perdido
verdoso y florido otero;
y la fantasía entonces,
con las alas del deseo,
me transporta enajenada
a aquel delicioso tiempo,
en que por la vez primera
te vi, como ángel del cielo.
El bozo empezaba apenas
a adornar mi labio tierno;
eras tú rosa en su aurora,
éramos niños recuerdo,
y de rubor inocentes
palpitaron nuestros pechos
de simpática ternura,
de amante júbilo al vernos.
Turbáronse nuestros rostros
y se reveló el misterio:
nació el amor ignorado,
y el amor habló en silencio.
Tu imagen bella de entonces
quedó grabada en mi seno,
y una agitación extraña,
llena de dulce embeleso,
se amparó de mis sentidos
dejó los frívolos juegos
de la niñez y embebido
sólo en ti mi pensamiento,
do quier hallaba el encanto
de tu semblante halagüeño,
do quiera de tus miradas
aquel imán hechicero.
Día y noche me seguía
tu imagen en el paseo,
en el bosque, en la campaña
y aún en mi tranquilo lecho.
Mi juvenil existencia
era un deleitoso sueño,
de glorias desconocidas,
de esperanzas y deseos.
Días felices ¡cuán pronto
para mi mal fenecieron,
dejándome circundado
de desolación y tedio!
A amar juntos aprendimos,
amor por dulces senderos
nos llevó en sus alas de oro
y nos enseñó sus juegos.
¿Te acuerdas, Delmira, el día
que nos hablamos primero,
cuan alegre y fácilmente
nuestras almas se entendieron?
¿Recuerdas, Delmira mía,
aquellos dulces momentos
que pasábamos alegres
en inocentes recreos?
¿Te acuerdas de los regalos
con que tu cariño tierno
recompensaba del mío
el incesante desvelo?
¿De las citas misteriosas?
¿De aquel albergue secreto
donde tu boca y la mía
se unieron con dulce beso?
De nuestros rubores y ansias,
nuestro tímido recelo,
la precaución inocente
y el cariñoso misterio?
Sobre todos, de aquel día,
día feliz y supremo,
en que por hechizo oculto
nuestros suspiros se unieron,
sin saber como atraídos
se tocaron nuestros senos,
ligáronse nuestros brazos
con nudo de amor estrecho;
trémulo tu labio ardiente
aplicó al mío su fuego,
se abrasaron mis sentidos
de amor en el grato incendio,
y a mis ojos y a los tuyos
se anonadó el universo.
-Todo pasó, dulce amiga,
todo pasó en fugaz vuelo,
Sólo queda la memoria
de aquel venturoso tiempo.
La edad vino a amonestarnos
con su semblante severo;
separarnos fue preciso
y seguir caminos nuevos.
Adiós amores, de entonces,
juveniles devaneos
de dos almas inocentes
que para amarse nacieron.
Llorando y con dulce abrazo
dimos el adiós postrero
al aire, y nuestros suspiros,
nuestras ansias llevó el viento.
Tomó mi mano el destino
y de mis lares paternos
me arrebató, y en el mundo
me lanzó con furia luego.
He flotado en él sin guía,
cual frágil náufrago leño,
sin encontrar en camino
grato asilo o manso puerto:
mil tormentas he sufrido,
que en el voluble elemento
de las inquietas pasiones
me engolfé fogoso y ciego.
No he sucumbido a sus furias;
pero mi cuitado pecho
por siempre, amiga, ha perdido
la dulce paz y el sosiego,
y despojado, en su aurora,
de los prestigios risueños
de la vida, a la esperanza
y aun al amor yace muerto.
Sola tú, tú sola puedes
de mi alma en el caos horrendo,
hacer brillar un instante
lampos de fugaz consuelo.
Tu imagen bella, a mis ojos,
como la estrella de Venus
en desatada tormenta
se muestra al triste nauclero,
aparece en los conflictos
de mi triste pensamiento,
aplaca un tanto las iras
de mis pesares acerbos,
y exclamo entonces lloroso:
"Ángel de amor y consuelo
no apartes tu luz divina
de mi espantoso desierto:
mi corazón desdichado
flota en un mar de tormentos
Delmira, mas tu memoria
calma su dolor funesto"
.
.

Biólogo *

* Monólogo-duplo, estabelecido entre duas pessoas

Él y ella
(Esteban Echeverría)

¡Quién podrá el lazo romper
que sus corazones liga!
¡Ni menos desconcertar,
de sus almas la armonía!
Schiller


- I -

ELLA

Cuando en tu seno reclinado me hallo,
mi dulce amiga, el universo olvido,
ni siento el peso abrumador del tiempo,
ni la fatiga.
Tú eres la estrella que mis pasos guía
en el camino del desierto mundo,
y de tu lumbre el esplendor divino
siempre me halaga.
Tú eres la imagen que en mis sueños veo;
tú eres el ángel tutelar que guardas,
del genio adusto que mis pasos sigue,
mi triste vida.
Cuando, el encanto de tu rostro bello,
encubre el velo de melancolía,
el astro hermoso que en la noche reina
tú me pareces.
Mas si en tu frente la sonrisa vaga,
si amor respiran tus ardientes ojos,
eres la aurora que halagüeña ríe:
todo alegrando.
El suave aliento que tu pecho exhala
es para mi alma como el grato soplo,
que reanima del estéril yermo
la flor marchita.


ELLA

Cuando reclinada me hallo
sobre tu amoroso seno,
dueño mío, ante mis ojos
se anonada el universo.
Tú eres la hechicera imagen
que en todas partes yo veo,
el bello sol que me alumbra
y de mi alma el claro espejo.
Sin ti los días me fueran
enojosos y molestos,
con tu presencia los años
pasan en rápido vuelo.
Cuando de mí te separas,
con alas de ser etéreo,
por donde quiera te sigue
mi amoroso pensamiento;
y mientras sólo suspira
mi corazón de amor lleno,
para aliviar mi congoja,
pensando en ti me deleito,
y me digo, yo a mí misma:
vuelve mi amor, vuelve luego,
el corazón me lo dice
que adivina mi deseo.
Tu hablar es dulce a mi oído,
como el melodioso acento
del ruiseñor en el bosque,
do reina el mudo silencio.


ELLA

Cuando de mi triste pecho
la desolación se ampara,
y de mi mente se aleja
la imagen de la esperanza;
cuando el infausto recuerdo
de las terribles borrascas,
que han agitado mi vida,
viene a redoblar mis ansias,
y en mi pecho se despiertan
las pasiones inflamadas,
que para siempre alejaron
la felicidad de mi alma:
tú eres el iris que vuelve
a mi corazón la calma,
disipando las tinieblas
que me atribulan y asaltan.


ELLA

Cuando en tu frente serena
la dulce sonrisa vaga,
y se disipan las sombras
que la oscurecen infaustas;
cuando tus ardientes ojos,
con halagüeña mirada,
como buscando su centro,
sobre los míos le clavan,
manifestando expresivos
la luz espléndida y clara,
del contento y la alegría
que fugaz por tu alma pasa:
ningún pesar me atormenta,
ningún cuidado me asalta,
y la inefable ventura
del Serafín goza mi alma.


ELLA

Cuando la aciaga memoria
de mis pasadas desdichas,
viene a inflamar de mi pecho
las sanguinosas heridas,
y a derramar en mi mente
mil imágenes sombrías;
la tuya se me aperece,
angelical y divina,
se desvanecen al punto
las visiones enemigas,
y yo me digo: «Ella me ama
¿qué importa un mar de desdichas?»


ELLA

Cuando pienso que en tu pecho
idolatrado se abriga
el cruel pesar devorando
al nacer todas tus dichas,
lloro lágrimas amargas,
y me digo, entristecida:
si mil vidas yo tuviese
por verle feliz daría,
mas ya que no está en mi mano
poder sanar las heridas
de su corazón a amarlo
quiero consagrar mis días.


ELLA

Cuando el soberano vuelo
alza mi espíritu altivo,
y en mi corazón rebosan
mil armónicos sonidos;
tú eres el numen que inspira,
consolador y propicio,
a mi cítara sonora
el canto excelso y divino.


ELLA

Cuando cantas inspirado,
en tono triste y sombrío,
tú me pareces un ángel
en la tierra peregrino,
que sus infortunios llora,
y tus conciertos melifluos
en mi corazón resuenan
como seráficos himnos.


ELLA

Tú me hiciste amar la vida
que aborrecí en mi despecho,
y disipaste la noche
de mi espíritu desierto.


ELLA

Tú embelleciste mis días,
llevándolos por sendero
de delicias y de flores;
vida y cariño te debo.


ELLA

Mas vivirá tu memoria,
Celia, divina, en mis versos.


ELLA

Aún mas allá de la muerte
tú vivirás en mi pecho.


ELLA

Vivirán tus perfecciones.


ELLA

Será nuestro amor eterno.


- II -


ELLA

Ven dulce amiga al monte,
y a la fresca enramada
de sauces coronada,
de mirtos y laurel;
ven, que el astro del día
glorioso reverbera
en la inflamada esfera;
ven, dulce amiga, ven.
Ya los pájaros cantan
con dulce melodía,
y todo es alegría
amor, delicia y bien;
ya la tórtola tierna,
con lánguido gemido,
halaga a su querido;
ven, dulce amiga, ven.
Con elocuentes voces,
todo hoy en la natura
a gloria, y a ventura
convida, y a querer.
Estos cortos instantes
de vida aprovechemos,
amemos y gocemos;
ven, dulce amiga, ven

Ven, dulce amiga, al monte,
y a la fresca enramada
de sauces coronada,
de mirtos y laurel;
ven, y allí respirando
el ámbar de las flores,
hablaremos de amores;
ven, dulce amiga, ven.


AMBOS

Las delicias que ofrece la vida
apuremos, burlando al dolor,
que la muerte devora homicida
los deleites y glorias de amor.
Ten ¡oh tiempo! tu rápido vuelo,
déjanos un instante gozar;
sed propicio una vez al anhelo
de dos seres que saben amar.
Infelices bastantes te imploran
en la tierra con largo gemir,
vuela, vuela para ellos que lloran,
déjanos nuestra dicha sentir.
Déjanos un momento siquiera,
los pesares amando olvidar,
y sin sombra fatal a la esfera
del amor y la dicha volar.
Las delicias que ofrece la vida
apuremos, burlando al temor:
toda gloria humanal es mentida.
Todo bien se convierte en dolor.


ELLA

Deja que mi amor sediento
beba de tu alma el aliento,
y que mi pecho amoroso,
con su aroma delicioso,
se embriague y calme un momento.


ELLA

¡Oh qué delicia! ¡Oh ventura!
Pasar, como una aura pura,
mi alma enamorada siente
de la tuya el fuego ardiente,
y en mar nado de dulzura.


ELLA

Deja que latir con brío
tu corazón sobre el mío,
casi insensible yo sienta;
pues tu amor mi sangre alienta,
como a flor mustia el rocío.


ELLA

De amor, de amor desfallezco,
y toda yo me estremezco
tu ardiente labio al tocar;
dame en tu boca saciar
la dulce sed que padezco.


ELLA

Qué me importa que el destino
me haya cerrado el camino
del bien, si cuanto yo adoro,
mi esperanza y mi tesoro
tengo en mis brazos divino.


ELLA

Modera tus transportes,
modera tus halagos dueño mío,
que ya mi débil corazón el brío
pierde para gozar tanta ventura.
Conserva aquestos días
destinados a amarte,
y a endulzar de los tuyos la amargura;
no con tan vivo anhelo
el cáliz agotemos de dulzura
que nos ofrece amor hijo del cielo.


ELLA

No, apuremos temprano querida,
los placeres que ofrece la vida,
deja al necio sufrir y esperar;
que con ceño terrible la muerte,
envidiosa del bien, nos advierte
que naciendo los va a devorar.


AMBOS

De la aurora gocemos florida,
que un instante sonríe a la vida,
mientras quede vigor para amar
que con voz elocuente natura
nos repite: «el amor y ventura
son cual luz fugitiva en el mar.

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