miércoles, 20 de septiembre de 2017

O meu amor

O meu amor tem um jeito manso que é só seu e que me deixa louca, quando me beija a boca a minha pele toda fica arrepiada, e me beija com calma e fundo até minh'alma se sentir beijada. O meu amor tem um jeito manso que é só seu, que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos com tantos segredos lindos e indecentes depois brinca comigo, ri do meu umbigo e me crava os dentes. Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz. Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz.
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O meu amor tem um jeito manso que é só seu, que me deixa maluca quando me roça a nuca e quase me machuca com a barba mal feita, e de pousar as coxas entre as minhas coxas quando ele se deita. O meu amor tem um jeito manso que é só seu, de me fazer rodeios, de me beijar os seios, me beijar o ventre e me deixar em brasa; desfruta do meu corpo como se o meu corpo fosse a sua casa. Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz. Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz.
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La vie en rose


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des yeux qui font baisser les miens
un rire qui se perd sur sa bouche
voilà le portrait sans retouche
de l'homme auquel j'appartiens
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quand il me prend dans ses bras
il me parle tout bas
je vois la vie en rose
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il me dit des mots d'amour
des mots de tous les jours
et ça me fait quelque chose
.
il est entré dans mon cœur
une part de bonheur
dont je connais la cause
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c'est lui pour moi, moi pour lui dans la vie
il me l'a dit, l'a juré pour la vie
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et dès que je l'aperçois
alors je sens en moi
mon cœur qui bat
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des nuits d'amour à plus en finir
un grand bonheur qui prend sa place
des ennuis, des chagrins, s'effacent
heureux, heureux à en mourir
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quand il me prend dans ses bras
il me parle tout bas
je vois la vie en rose
.
il me dit des mots d'amour
des mots de tous les jours
et ça me fait quelque chose
.
il est entré dans mon cœur
une part de bonheur
dont je connais la cause
.
c'est toi pour moi, moi pour toi dans la vie
il me l'a dit, l'a juré pour la vie
.
et dès que je t'aperçois
alors je sens dans moi
mon cœur qui bat
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The man I love


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someday he'll come along,
the man i love.
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Prisión

Estamos prisioneros
yo de vos / vos de mí
la celda del amor es ancha y loca
y podemos jugar en sus rincones
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están las manos para acariciar
y para recordarnos las heridas
con la dulzura que las hace leves
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el tiempo pasa y el amor repasa
las artimañas y los escondrijos
donde quedaron pedacitos de algo
que tienen su importancia todavía
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estamos prisioneros y no importa
la cárcel del amor tiene barrotes
de entusiasmos abrazos y paciencia
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el tiempo corre y nadie añora el premio
de alguna libertad desamorada
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yo de vos / vos de mí
viva la cárcel de nosotros dos
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Mario Benedetti | "Prisión".
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Bocas

Si besás con los besos de tu boca
es como si olvidaras padeceres
que se quedaron allá atrás / sumisos
mientras te vas en busca de otros labios
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el amor tiene un filo de bonanza
que dura mucho o poco / pero dura
y admitimos que somos o seremos
algo mejores ya que damos algo
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si besás con los besos de tu boca
es como si tu mundo fuera otro
más cándido, más suave, más espléndido
más lleno de promesas y quién sabe
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con el amor no hay que descuidarse
hay que asistirlo y hay que merecerlo
ya que no pasa en vano por tu paso
y hasta puede fugarse en una noche
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si besás con los besos de tu boca
y la otra boca sabe que sos suya
el azar suele darse por vencido
y se pone a las órdenes del beso
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en el amor hay mucho que aprender
y también algo que enseñar amando
si besás con los besos de tu boca
en otra boca encontrarás tu premio
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Mario Benedetti | "Bocas".
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Dueto


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Consta no Google, no Twitter, no Face,
no Tinder, no WhatsApp, no Instagram,
no e-mail, no Snapchat, no Orkut, no Telegram,
no skype.
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Lovesong


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whenever i'm alone with you,
you make me feel like i am whole again.
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Punto de partida

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Pausa

De vez en cuando hay que hacer
una pausa
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contemplarse a sí mismo
sin la fruición cotidiana
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examinar el pasado
rubro por rubro
etapa por etapa
baldosa por baldosa
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y no llorarse las mentiras
sino cantarse las verdades.
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Mario Benedetti | "Pausa".
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martes, 12 de septiembre de 2017

ISSO é que é 'zap', porra!

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Universo de bolsillo

En este pobre cuerpo cabe todo
alma estómago mollera genitales
corazón pesadillas dudas puños
melancolía y otros espejismos
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somos un universo de bolsillo
sin un sabio capaz de descifrarlo
tenemos islas de lujuria virgen
archipiélagos de esperanzas locas
bahías con desnudos de muchachas
y voces que nos llaman desde lejos
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todo ser es tan único que guarda
los embates del mar en sus pupilas
prepara manos para acariciar
y pies gastados para usar el mundo
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admitámoslo de una vez por todas
somos un universo de bolsillo
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Mario Benedetti | "
Universo de bolsillo".
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Estirpe

Os mendigos maiores não dizem mais, nem fazem nada.
Sabem que é inútil e exaustivo. Deixam-se estar. Deixam-se estar.
Deixam-se estar ao sol e à chuva, com o mesmo ar de completa coragem,
longe do corpo que fica em qualquer lugar.
Entretêm-se a estender a vida pelo pensamento.
Se alguém falar, sua voz foge como um pássaro que cai.
E é de tal modo imprevista, desnecessária e surpreendente
que, para a ouvirem bem, talvez gemessem algum ai.
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Oh! não gemiam, não... Os mendigos maiores são todos estóicos.
Puseram sua miséria junto aos jardins do mundo feliz
mas não querem que, do outro lado, tenham notícia da estranha sorte
que anda por eles como um rio num país.
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Os mendigos maiores vivem fora da vida: fizeram-se excluídos.
Abriram sonos e silêncios e espaços nus, em redor de si.
Têm seu reino vazio, de altas estrelas que não cobiçam.
Seu olhar não olha mais, e sua boca não chama nem ri.
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E seu corpo não sofre nem goza. E sua mão não toma nem pede.
E seu coração é uma coisa que, se existiu, já esqueceu.
Ah! os mendigos maiores são um povo que se vai convertendo em pedra.
Esse povo é que é o meu. 
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Cecília Meireles | "
Estirpe".

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Violencia Rivas


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No hay lugar? En el ojete tenés lugar?
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domingo, 10 de septiembre de 2017

As rosas não falam


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Queixo-me às rosas...
que bobagem, as rosas não falam.
Simplesmente, as rosas exalam
o perfume que roubam de ti.
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Sensível demais


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Epitáfio da navegadora

A Gastón Figueira
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Se te perguntarem quem era
essa que às areias e gelos
quis ensinar a primavera;
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e que perdeu seus olhos pelos
mares sem deuses desta vida,
sabendo que, de assim perdê-los,
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ficaria também perdida;
e que em algas e espumas presa
deixou sua alma agradecida;
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essa que sofreu de beleza
e nunca desejou mais nada;
que nunca teve uma surpresa
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em sua face iluminada,
dize: "Eu não pude conhecê-la,
sua história está mal contada,
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mas seu nome, de barca e estrela,
foi: SERENA DESESPERADA".
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Cecília Meireles | "Epitáfio da navegadora".
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Canção excêntrica

Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
projeto-me num abraço
e gero uma despedida.
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Se volto sobre o meu passo,
é já distância perdida.
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Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
o me animo a um breve traço:
saudosa do que não faço,
do que faço, arrependida.
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Cecília Meireles | "Canção excêntrica".
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Canção quase inquieta

De um lado, a eterna estrela,
e do outro a vaga incerta,
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meu pé dançando pela
extremidade da espuma,
e meu cabelo por uma
planície de luz deserta.
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Sempre assim:
de um lado, estandartes do vento…
do outro, sepulcros fechados.
E eu me partindo, dentro de mim,
para estar no mesmo momento
de ambos os lados.
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Se existe a tua Figura,
se és o Sentido do Mundo,
deixo-me, fujo por ti,
nunca mais quero ser minha!
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(Mas, neste espelho, no fundo
desta fria luz marinha,
como dois baços peixes,
nadam meus olhos à minha procura…
Ando contigo e sozinha.
Vivo longe e acham-me aqui…)
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Fazedor da minha vida,
não me deixes!
Entende a minha canção!
Tem pena do meu murmúrio,
reúne-me em tua mão!
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Que eu sou gota de mercúrio,
dividida,
desmanchada pelo chão…
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Cecília Meireles | "Canção quase inquieta".
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Canção do caminho

Por aqui vou sem programa,
sem rumo,
sem nenhum itinerário.
O destino de quem ama
é vário,
como o trajeto do fumo.
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Minha canção vai comigo.
Vai doce.
Tão sereno é seu compasso
que penso em ti, meu amigo.
Se fosse,
em vez da canção, teu braço!
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Ah! mas logo ali adiante
tão perto!
acaba-se a terra bela.
Para este pequeno instante,
decerto,
é melhor ir só com ela.
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(Isto são coisas que digo,
que invento,
para achar a vida boa...
A canção que vai comigo
é a forma de esquecimento
do sonho sonhado à toa...)
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Cecília Meireles | "Canção do caminho".
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Internas

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