sábado, 8 de diciembre de 2007

Quintanismo

Sim... é uma angustia terrível. Os ponteiros do relógio são os meus cruéis algozes, ninguém consegue detê-los.

Mas afinal... o que tenho feito do meu tempo?? Nada; apenas o perco. Simplesmente o perco, e dentro de mim há uma pergunta que não quer calar: até quando isso??

Meus estudos, minha família, meu futuro... Até quando isso??

3 comentarios:

Anónimo dijo...

e agora?



e agora?




e então?



rs

Olavo Duarte dijo...

Para todos aqueles que se angustiam com o tempo (o algoz dos relógios - bela definição) eu tenho o texto de Voltaire na manga da camisa:
"O grande mago propõe primeiro a seguinte questão:
- Qual é, de tôdas as coisas do mundo, a mais longa e a mais curta, a mais rápida e a mais lenta, a mais
divisível e a mais extensa, a mais negligenciada e a mais irreparávelmente lamentada, que devora tudo o
que é pequeno e que vivifica tudo o que é grande?
Cabia a Itobad falar. Respondeu que um homem como êle nada entendia de enigmas e que lhe bastava ter
batido os adversários a lançaços. Disseram uns que a chave do enigma era a fortuna, outros a terra, outros
a luz. Zadig disse que era o tempo. "Nada é mais longo - acrescentou êle, - pois que é a medida da
eternidade; nada é mais curto, pois que falta a todos os nossos projetos; nada mais lento para quem
espera; nada mais rápido para quem desfruta a vida; estende-se, em grandeza, até o infinito; divide-se, até
o infinito, em pequenez; todos os homens o negligenciam, todos lhe lamentam a perda; nada se faz sem
êle, faz esquecer tudo o que é indigno da posteridade, e imortaliza as grandes coisas". A assembléia deu
razão a Zadig.
Perguntaram em seguida: "Qual é a coisa que se recebe sem agradecer, que se desfruta sem saber como,
que damos aos outros quando não sabemos onde é que estamos, e que perdemos sem o perceber?"
Cada qual deu a sua explicação. Apenas Zadig adivinhou que se tratava da vida".

Olavo Duarte dijo...

Resumindo: agrade�a cada segundo da vida que voc� ganhou. N�o se queixe.