Chegar da
ralação às
23h, colocar um uniforme para jogar bola
com primo – noite afora enchendo o burraio e destruindo todas
as plantas de mãe – até que, à meia noite e meia, pai sai gritando no quintal que “esse trem de bola num
tá mais dando
certo”. Pai não entende de rachão entre
primos. Mãe sim, e até torceu muito. Nem ligou de a gente ter quase
quebrado a máquina de lavar e sujado as roupas do varal. Não sei
qual dos dois era a criança de oito anos, se primo ou eu. Só sei que
os velhos tempos de Monte Azul inundaram
a nova casa e que abraço de gol ainda
continua sendo a melhor coisa que existe.
Nessa noite o Rivotril ficou guardadinho lá
no armário. Em tempo: mãe torceu muito... para primo. Não se fazem
mais mães como antigamente.
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