lunes, 14 de diciembre de 2015

Canção do amor imprevisto

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos…

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita…
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.



Mario Quintana | "Canção do amor imprevisto".
.

3 comentarios:

Olavo Duarte dijo...

Ou, seja, eu.

Do programa "Quadrante" da BAND NEWS:

https://www.youtube.com/watch?v=0-Nq4zQ6fT4.

Olavo Duarte dijo...

Paulo Autran interpreta.

RABELO, Aline dijo...

Bacana. Valeu!