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A sua lembrança me dói tanto,
eu canto pra ver se espanto esse mal.
Mas só sei dizer um verso banal:
fala em você,
canta você,
é sempre igual.
Sobrou desse nosso desencontro
um conto de amor sem ponto final,
retrato sem cor jogado aos meus pés
e saudades fúteis,
saudades frágeis,
meros papéis.
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